As Capoeiras nas Voltas ao Mundo
Apresentação: Paulo Henrique Menezes da Silva (Mestre Paulão Kikongo)1
Em “As Capoeiras nas Voltas ao Mundo”, o leitor(a) embarca numa jornada fascinante pelo universo da capoeira, explorando suas raízes, transformações e diásporas. O livro revela como essa arte afro-brasileira ultrapassou fronteiras, conectando culturas e inspirando comunidades ao redor do mundo. Uma celebração da resistência, da musicalidade e do movimento, que convida a redescobrir a capoeira como patrimônio vivo e universal. A Capoeira, para a autora, conecta o visível e o invisível, o individual e o coletivo, tendo o corpo como um território sagrado de memórias e saberes e a roda de capoeira como um espaço ritualístico de ancestralidade. Neste “jogo”, a “volta do mundo” é analisada como estratégia de jogo e como símbolo de transformação, resistência e reestruturação social e política, sendo visto como um giro decolonial, capaz de provocar mudanças estruturais na Capoeira e na sociedade. O livro denuncia o apagamento e silenciamento das mulheres na Capoeira, mas também celebra suas estratégias de resistência, como o aquilombamento e a coletividade, destacando o papel destas como sustentação da Capoeira e como agentes de transformação, enfrentando machismo, sexismo e outras formas de opressão. Exú é apresentado como arquétipo do movimento, da transformação e da “volta ao mundo”; a ginga como princípio feminino, fonte de criatividade, resistência e ancestralidade e a mandinga como uma tecnologia ancestral de sobrevivência, resistência e reinvenção. Convido você, leitor e leitora para fazer este jogo comigo e “viajar” nesta grande “volta ao mundo, camará!”



